LGBTfobia empurra trabalhadores ao silêncio e barra ascensão no emprego formal

 

Mesmo com emprego formal, muitos trabalhadores LGBTQIA+ ainda não encontram segurança no ambiente de trabalho — enfrentam preconceito na contratação, permanência, assédio e limitações para crescer, obrigados a esconder sua identidade para manter a vaga.

 

Celebrado no último domingo (28), o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ recoloca em pauta o direito de trabalhar sem exclusão. No setor de telemarketing — com presença expressiva dessa população — a contradição é clara: a porta de entrada existe, mas nem sempre vem acompanhada de respeito ou estabilidade.

 

Débora Laitharth dos Santos, mulher trans e coordenadora de equipe, conhece essa realidade. Começou em 2006, saiu durante a transição por medo e só retornou em 2020. Ao buscar uma promoção, foi barrada por conduta transfóbica — até conquistar uma vaga de destaque, tornando‑se referência na empresa.

 

“Ainda existem barreiras enormes: mulheres trans, muitas vezes, não são vistas como pessoas e são empurradas para a marginalidade, como se só pudessem atuar como cabeleireiras ou na prostituição”, relata. “Eu mesma vivi essa realidade e senti na pele todos os riscos e dificuldades desse caminho.”

 

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BRASIL DE FATO

3.jul.2026 – 17:13

Porto Alegre (RS)

Clara Aguiar E Marcelo Ferreira